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***

Jamais supus que papagaio algum pudesse,

Sem alarde,

Com um clamor sem voz,

E um fulgor de tarde,

Anunciar de súbito o que há em todos nós.

Jamais.

Mas antes que a palavra, a ave encadeasse

E o sol por sobre nós se antecipasse,

Silenciando o pássaro em seu anseio,

O que nos encadeava era maior,

Tal qual um clarão de luz, um raio,

Que me calou a voz; em tartamudeio,

Fazendo-me vacilar ante o papagaio,

De soslaio, alheio, ao derredor:

 – Saiba, tu não estás só.  

 

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