Toda pessoa (normal) que diz lutar contra uma injustiça Absoluta deve ser questionada. Qual o custo, se eventualmente todos os desafetos, opositores e criminosos fossem assassinados nas próximas horas? Quem o fizesse, ainda que em grupo, não seria igualmente um criminoso? Do mesmo modo, quem estanca uma injustiça com vingança e violência, em meio à sua interrupção, não o faz como um gesto menos incômodo de qualquer outro criminoso? Fazer justiça arbitrariamente – por puro desejo de vingança – não é quase sempre a precipitação inoportuna de seu contrário? Em uma sociedade normal, em que criminosos devem ser efetivamente julgados – a despeito da gravidade do delito, a suspeita de Joseph Schumpeter deve vir antes dos argumentos, invalidando-os retroativamente: “A primeira coisa que um homem fará por seus ideais é mentir.” (‘History of economics analysis’, 1954). Todos os propósitos humanos, que raramente são puros, encobrem – reativamente – em suas palavras aquilo que gostariam de ser. Portanto, na vida pública, aqueles que propagam justiça raivosa ou popular, clamam mesmo é por vingança, afinal uma única palavra esconde inúmeros significados latentes, inclusive, os indesejados. 

Por certo, vale pontuar que uma única palavra enunciada pode – de modo trino – tanto: curar, envenenar, quanto escamotear uma verdade, ao modo do que destacara Platão em seu diálogo Fedro, referindo-se à palavra ‘pharmakos‘. Desde os povos antigos, mais especificamente entre os gregos (tese defendida por Jean-Pierre Vernant, Jacques Derrida e René Girard) o pharmakos é também sinônimo de bode expiatório, ou seja, termo oportuno que ganha um sentido eminentemente antropológico, denotando a vítima dos rituais de sacrifício, cuja deformidade física, mental ou mesmo debilidade patológica, destaca-se negativamente sobre a multidão. Para aquelas sociedades pagãs, em casos excepcionais como uma peste ou mesmo em guerras, o pharmakos era seguido por um cortejo; cercado por inúmeras pessoas, indo de cidade em cidade para que fossem recolhidas definitivamente todas as impurezas, a partir de seu corpo sacrificável. Em seguida, tal pharmakos teria as genitálias mutiladas, em um frenesi orgiástico de inúmeras pessoas sobre seu mísero corpo. Por fim, os participantes daquela cerimônia sacrificial, esfolava-o com as próprias mãos, configurando assim um ‘diasparagmos‘, ou seja, um desmembramento ritual. Os efeitos desse sacrifício purificariam a comunidade, livrando-a de todas as impurezas, o que em grego significa: ‘katharma.’ Da liberação e dilapidação dessa katharma tanto espiritual, como microbiológica ao modo da um bacilo social – o estado benéfico se chama ‘catharsis‘, ou seja, precipitação de gestos espontâneos que, quando liberados, acirram os ânimos cada vez mais sólidos da vida em comunidade. Tal estado de catharsis é externado por meio de lágrimas, vômitos, risos, gritos ou vaticínios. 

Recapitulando: o pharmakos – para além de Platão – é sinônimo de vítima, observado desde os povos pagãos como o indesejado que, de sua tragédia particular, reabilita toda a comunidade. Dotado de alguma diferença física ou espiritual que se sobreponha aos padrões da comunidade, tal pharmakos é vítima de um sacrifício que, em cadeia, vem desde o desmembramento (diasparagmos), cuja liberação orgiástica de impurezas (katharma) se converte em laços comunitários mais acirrados (catharsis). Por ora, cabe a pergunta: haveria alguma diferença – para além das especificidades históricas – entre o pharmakos de sacrifícios rituais pagãos e um homem (bandido ou inocente) acossado nas esquinas de um linchamento? O que difere o pharmakos pagão, visivelmente enfermo e pustulento, de alguém que é linchado pela prática de um delito? E quando aquele que é pego para o linchamento, é posteriormente tomado por inocente, ou seja, confundido no fervor do justiçamento? Desde os pagãos com seus pharmakoi; passando por vítimas inocentes confundidas; e bandidos acossados, o que sobressalta é um único sentimento, cego e desproporcional: a vingança privada. Portanto, é no seio da vingança – tácita ou velada – que surge simbolicamente a vida cotidiana de uma comunidade. 

Por Ivan Pessoa

§1

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Antes de qualquer coisa cabe a pergunta: – O que é a Vingança? Para tanto, e antes de esboçar um conceito minimamente razoável, é necessário tomar aquele ímpeto desmedido, como consequência particular daquilo que observara Max Scheler em: ‘O homem do ressentimento‘ (1972), como ‘sentimento de impotência’, ou seja, como um conjunto de emoções confusas e dispersas que se apoderam irracionalmente do indivíduoSem entrarmos nos méritos da obra em questão, mas apenas tomar-lhe o conceito emocionalmente reativo como auto-envenenamento psicológico; e conceber esse sentimento de impotência, incluindo a vingança – ao lado dos afetos danosos considerados por Scheler: inveja, ciúme, rivalidade e ódio, eis o que, aqui, nos interessa. Portanto, respondendo a pergunta anterior: vingança é um sentimento de impotência, constante nos igualmente auto-envenenantes e irracionais: inveja, ciúme, rivalidade e ódio, que cresce interiormente – antes de ser eventualmente externado – como a compensação de uma injustiça. Com efeito, vingança é sentimento de impotência que, ao acometer aquele que a abriga, é quase sempre compensável com outra injustiça igualmente danosa. Por que danosa (?), porque se o injustiçado não estancá-la, renunciando-a paulatinamente, seu ciclo só é compensável com mais e mais injustiça, ao modo de que alguém que propagasse o término de uma guerra com a promoção de mais armas.

Ora, mas o que é uma injustiça (?): qualquer desproporção entre forças potencialmente canalizadas contra um grupo ou a uma pessoa indefesa; constante entre extremos: desde a vítima de um assalto, por exemplo; até o extremo de práticas como um linchamento, afinal a população que a promove, só o faz, em nome da reparação de um dano anteriormente apurado. Vale considerar que a expressão: ‘vítima da sociedade‘, para um criminoso qualquer – não se aplica por razões anteriormente esboçadas, com efeito, vítima é aquele que sofre o delito, cometido por alguém que a desencadeia. Portanto, o criminoso é um, dentre outros, agentes de uma injustiça que, ao tomar-se como vítima, já encobre sua própria culpa, ou seja, vitimizando-se; o que seria o contrário da inocência. Entretanto, daí o sentido farmacológico da questão: em casos excepcionais, quando pego em flagrante delito, e enredado em um linchamento, a população precipitada sobre o criminoso não o duplica, ou seja, não se torna igualmente criminosa ao modo de um contágio microbiológico? Destarte, é neste ponto de inflexão que se assenta a questão da violência, sobretudo, por que, na expectativa de conter a proliferação da peste criminosa, a desproporção inimputável da multidão sobre o criminoso, apressa inesperadamente os ciclos de mais violência. Daí a certeza: a partir de uma injustiça não superada, posteriormente canalizada contra um(ns) inocente(s), a violência é compensada não com auto-sacrifício, mas com mais injustiça.

Por certo, o que se precipita sobre uma vítima do sacrifício pagão e um criminoso em linchamento, é o senso incontido de vingança, como aquele sentimento de impotência que, receoso de se contaminar com aquilo que apedreja, renova o sentido trino da palavra pharmakos: cura, envenena e escamoteia. Vale considerar que, em um caso excepcional, contra uma vítima inocente de um assalto, ou em meio a qualquer ato delituoso, quiçá, o criminoso possa justificar o delito por motivações igualmente farmacológicas, aliás, concebendo-a por um senso de vingança contra fracassos familiares, sociais ou mesmo pessoais, mas como falávamos antes sobre os riscos de propagar uma injustiça, cuja cadeia – incontida – só é compensável ou com mais injustiça, ou com renúncia. Daí o sentido patológico de toda e qualquer justificativa à vida criminosa, patológico porque nada justifica a ação delituosa contra um ou mais inocentes, excetuados casos excepcionais como: os excludentes de ilicitude, como a legítima defesa.

§2

De um modo súbito, todo homem acuado, seja como um pustulento entre os pagãos; um inocente entre inúmeras pessoas, ou mesmo um criminoso inveterado entre linchadores, cura a vida em comunidade – por que aproxima aqueles que até então estiveram distantes, como vizinhos e desconhecidos, dando-lhes um sentido efetivamente gregário ou melhor, superior às suas preocupações cotidianas; envenena e descarrega sobre um único ser, todo o senso de Justiça estatal e formal negligenciadas, daí o fervor da vingança proporcionalmente cega e injusta; por fim, escamoteia – pelo gesto excessivo de grandeza desproporcional e coletiva – os demais sentimentos de impotência, como: inveja, ódio, rivalidades e ciúme, encobrindo em meio à violência deliberada, as eventuais falhas não admitidas em si mesmas.

Daí, o sentido da pergunta: – se somos tão vingativos e suficientemente impotentes para com determinados fracassos pessoais, ou seja, se somos tão violentos no trânsito, nos elevadores, no trabalho e nas esquinas, por que não nos matamos uns aos outros, em uma guerra deliberada de todos contra todos?  Para além dos interditos religiosos; das normas de conduta familiares e muito além das sanções jurídicas, a única coisa que nos impede à precipitação hostilizante de um assassinato coletivo é a própria violência, que regula a vida em sociedade como um ritual macabro, de sorte que, se transgredido, o efeito duplica como um escândalo sobre o transgressor. Em Lucas, 17-1 é o próprio Cristo que observa: “É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!” Daí o sentido antropológico ou farmacológico da violência, como um ritual inconsciente auto-regulador que pode, a depender da dosagem: curar, envenenar ou escamotear. Quando cura (?): quando é capaz de reabilitar a vida em comunidade, ajustando a criminalidade a partir do mínimo tolerável, ou seja, com menores injustiças contra inocentes acuados. Quando envenena (?): quando sobrepõe vingança privada ao clamor impessoal pela Justiça, aquela que promove a ordem a partir de sacrificável impessoalidade e isonomia, ou seja, aquela que iguala a todos na medida de suas desigualdades. Quando escamoteia (?): quando promove a gratuidade publicitária da violência, desde seus noticiários, de modo a gerar comoção pública, sobrepondo-a face aos demais interesses da sociedade. Entretanto, daí a dificuldade de compreensão sobre a violência: curar, envenenar e escamotear, quase sempre se manifestam de forma imprevisível, súbita e desproporcional. Ademais, o fato de elegermos nossas vítimas públicas e coletivamente dilapidáveis, é que nos impede insuspeitadamente à dilapidação coletiva. Daí a função social da criminalidade como um tríptico panorâmico, cuja ritualística macabra reabilita com sangue a própria sociedade:

A) como aquilo que (nos) cura, por que (nos) agrega unanimemente à procura de bodes expiatórios;

B) como aquilo que (nos) envenena, por que (nos) apressa à injustiça; e,

C) como aquilo que (nos) escamoteia, por que neutraliza a possibilidade de (sermos) novas vítimas do ciclo que se retroalimenta anonimamente.

Portanto, ao redor da auto-conservação própria ao gênero humano, o psiquismo coletivo gravita inconscientemente em torno de suas vítimas inocentes, afinal são essas que nos impedem à precipitação caótica e apocalíptica.

§3

Naturalmente, o sentimento da impotência, confuso por meio do: ódio, inveja, ciúme, rivalidade – assente no desejo reativo de vingança – tende à justificativa deliberada e à compensação de uma injustiça, de modo que, à maneira de uma Revelação súbita – algo como o sentido etimológico de ‘Apokalypsis‘ contra um inimigo, como a suspensão de um véu de entendimento – todos os interditos se afrouxam e a energia, outrora, retida é violentamente canalizada. Quando enfim estancada, a partir da eleição de outras vítimas e pelos mecanismos autorreguladores da própria violência, que oscilam entre renúncia e injustiça, o risco do grupo anteriormente injustiçado é, se não renunciado desde o indivíduo – propagá-la contra toda a sociedade, havendo assim, a supercompensação de uma injustiça, à maneira de um descendente de judeus que, de posse de todas as vicissitudes sofridas por seus ancestrais, culpasse toda a história: pretérita, presente e futura, pela injustiça anterior. Se frequentemente propagada, a supercompensação traz outro efeito inesperado: a tentativa de estancar ou destruir todas as eventuais injustiças, com resultados insuspeitadamente apocalípticos, afinal se todos os velamentos, ou se todos os fármacos fossem suspensos – à maneira do véu de Maia hindu – o que restaria, senão a renovação pagã de uma nova unanimidade contra um único bode expiatório, contra um único inimigo? Daí a necessidade de medidas jurídicas de reparação, suficientemente empenhada em equilibrar o peso excedente de supercompensações que, quando con-cedidas, tendem a promover outras injustiças, ou seja, ensejam novas vinganças.

Se todos os véus de Maia fossem suspensos; se todos os apocalipses fossem apressados, bem como, se todas as injustiças fossem estancadas, ver-nos-íamos a olhos nus, ou seja, com os resíduos mais impotentes de nossas personalidades, com nossas invejas, nossos rancores e ódios, com nossas hostilidades. Daí a necessidade de nossos simulacros, como desde os gregos: os espetáculos, os teatros, os jogos e os cultos religiosos, da mesma forma, daí nossos noticiários com seus outsiders: mendigos, prostitutas, traficantes, políticos e pedintes, personagens que nos sustentam à comodidade de sermos quem somos, afinal nos neutralizam eventuais munições, facilmente retornáveis a nós mesmos, não por nossas falhas particulares, mas pela injustiça retroalimentada e anônima do próprio mecanismo de violência, que elege suas vítimas por disposições irracionais: cor da pele, sexo, beleza ou introversão. Entretanto, para além desses simulacros, tão cotidianos, quanto inconscientes – a busca pela remissão e pelo perdão, é, sem mais, uma busca suprema por Justiça que nos impessoaliza a todos.

O mundo é por demais em nós“, diria Wordsworth, e esse mundo só é suficientemente habitável porque toda sorte de criminosos, de gatunos a políticos profissionais, nos mobiliza à eleição de novos fármacos, a bem da verdade, katharma e catharsis de nossas mentiras inconfessáveis. Em um mundo onde todos fôssemos efetivamente iguais, e nenhuma injustiça fosse minimamente reparada: sem vingança, à maneira de uma aspiração idílica, teríamos duas saídas: a vigília policialesca, empenhada em depositar em qualquer resquício individual, ou sobre qualquer diferença, a causa de uma injustiça a ser neutralizada, bem como o suicídio entediado de uma vida auto-compensada, ou seja, precipitada em si mesma.

Por realizar inesperadamente uma tripla função: curar, envenenar e escamotear, o fármaco é aquilo que, em uma sociedade saudável, evita a precipitação de todos contra todos, com efeito, evita o contágio – ao modo de uma doença – da propagação indesejada desde o indivíduo à toda sociedade. O medo antecipado de se encontrar no lugar do criminoso, duplicando-o, é que apressa sua condenação e penitência, à maneira de uma vacina eficaz ao bacilo em cadeia. 

Em linhas gerais: tomar o criminoso como fármaco, é – dentre outras coisas – invalidar desde sempre a tese benevolente daqueles que vêem o crime como um fenômeno exclusivamente social, bastando para contê-lo, maciços investimentos em segurança pública ou incentivo retoricamente cômodo à uma Revolução apocalíptica que, sem o saber, retira os véus das injustiças para hiper-compensá-los. A propósito, essa tese é superficial, ou na melhor das hipóteses: ingênua, à maneira da clássica afirmação de Ramsey Clark: “os crimes são inerentemente irracionais, e somente se explicam por condições irracionais impostas ao segmento desafortunado da sociedade.” (‘Crime in America‘, 1970). Se verdadeiramente problematizada, essa afirmação não se sustenta a partir da certeza de que, em qualquer situação socialmente possível, somos desafortunados, ou seja, passíveis de uma injustiça. Logo seu usufruto é menos social ou de classes – como se fosse exclusividade de pobres – que propriamente, desde antes, uma condição farmacológica, aliás, inconstante pois, a qualquer momento, somos uma vítima em potencial, acossadas entre a cura, o veneno e o escamoteamento. Desse modo entender o crime sob um viés social é efeito de uma causa prévia, determinada potencialmente por variáveis circunstanciais; assentadas que são no sentimento de impotência desperto pelas injustiças de um tempo histórico determinado: como um lugar com extrema pobreza ou miséria, que não justificam de imediato o surgimento de novos criminosos, mas o seduzem pelo impetus da vingança. Se rastreada desde suas taxas de criminalidade, a violência tende a denunciar, dentre outras as coisas: o perfil de uma sociedade e a cadeia alarmante de suas injustiças, portanto, de seu sentimento de impotência e consequente vingança, reparáveis – de modo parcial – com um acompanhamento familiar, uma educação voltada sobretudo à formação integral do cidadão, com restabelecimento de senso comunitário, que acolha e congregue seus indivíduos, e, não menos importante, Instituições Públicas sólidas e igualmente impessoais, cujo clamor pela Justiça seja razoavelmente frequente e atuante.

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Se a criminalidade não pode ser debelada apenas com investimento público, mas  tão somente remediada com doses que interditem os ciclos de vingança e injustiça inesperadas, uma das saídas é encará-la sem falsos moralismos, salvacionismos ou revoluções. Portanto, como bem mostra a história, a medida mais promissora – e que implica as futuras gerações – é voltar-se àquela certeza bíblica, propagando-a não com proselitismo, mas interiormente: Tudo o que fizerdes ao menor dos meus irmãos, é a Mim que o fazeis(Mateus – 25, 40), com efeito, somos vítimas daquilo que negligenciamos, a saber: nós mesmos. 

* No filme: ‘Laranja Mecânica‘ (1968) de Stanley Kubrick, Alex ‘DeLarge’ é o fármaco, cujo excesso de crueldade lhe candidata a um método estatal de interdição da violência, entretanto, essa interdição é tão violenta quanto seus atos delituosos anteriores. Moral da história: ao fim e ao término, qual é o fármaco mais efetivo?

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