Todo Anjo é terrível. E no entanto, ai de mim, eu vos invoco, pássaros quase mortais da alma, por saber quem sois.”  

(Rainer Maria Rilke: ‘Segunda Elegia‘). 

Por Ivan Pessoa

***

Em carta, Rilke comparou o poeta aos anjos, cuja função espiritual é a salvaguarda da Graça e da Revelação. O anjo é cego e olha para dentro de si mesmo, enquanto o poeta, voa sem ter asas. Quem os amalgama: vendo, sem ter olhos, e tendo asas – em sobressalto, mas sem sobrevoo? Só mesmo os que o leem podem anunciá-lo: ‘- Poeta, anjo exterminador.

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